terça-feira, 31 de março de 2026

OFÍCIO DAS TREVAS

          

                        OFÍCIO DAS TREVAS

                       matutina tenebrarum

         Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor


Este ofício é a recitação do Ofício de Leituras combinado com Laudes, na madrugada ou manhã da Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor. Não se pode recitá-lo na noite de Quinta-feira Santa nem durante a adoração após a Missa. Deve-se usar outro local que não aquele em que está o monumento.


Havendo sacerdote ou diácono, ele preside, de acordo com a precedência. Deve vestir vestes corais de acordo com seu estado. Não se usam estolas ou pluviais. Os demais clérigos usam também vestes corais. Se um sacerdote ou diácono presidir, deve haver um cerimoniário e alguns acólitos, com sobrepelizes. Um dos acólitos é o encarregado de extinguir as velas após os salmos. É bom haver um grupo de cantores, para entoar os hinos, as antífonas e os salmos.


Se apenas leigos celebrarem o Ofício, um deles dirigirá, com as adaptações indicadas. Se esses leigos forem seminaristas ou religiosos, usarão veste talar ou hábito, com sobrepeliz.


No centro do local onde se celebra o Ofício das Trevas, preferencialmente no coro antes do presbitério, coloca-se um ambão, de onde se dirá os salmos, leituras e orações. O presbítero sentará na sede, acompanhado de dois diáconos, ou de um diácono e o cerimoniário, ou do cerimoniário e outro acólito, se houver. Sendo o diácono a presidir, senta-se ao seu lado o cerimoniário e outro acólito, se houver. O Bispo senta-se na cátedra ou no faldistório, de acordo com as regras do Cerimonial dos Bispos.


O candelabro de trevas, constando de quinze velas, é colocado em frente ao altar, à sua direita. Essas velas serão apagadas, aos poucos, durante o rito. Além do candelabro de trevas, seis velas podem estar acesas no altar, como se faz durante a Missa Solene, e serão apagadas durante o Benedictus. Não se usa cruz processional nem velas processionais ou tochas durante o Ofício das Trevas.


Dando início à celebração, os clérigos em veste coral, cerimoniários, acólitos e cantores ou coro entram em silêncio e reverência, de forma processional, vindo o celebrante por último, e se aproximam do altar. Genuflectem ao Santíssimo Sacramento, ou, em sua falta, inclinam-se profundamente diante do altar, e vão para seus lugares.


Para a extinção de cada vela, o acólito responsável pega o apagador, reverencia o altar e vai ao candelabro para cumprir sua função.


No invitatório, no hino, no Evangelho, no Benedictus, nas preces e na oração, bem como na despedida, todos permanecem de pé. Nos salmos e leituras, permanecem sentados, exceto quem lê ou entoa o salmo. Durante a frase que substitui o responsório breve das Laudes, todos se ajoelham, bem como no momento apropriado no Evangelho. No invitatório, faz-se o sinal- da-cruz na boca, e no Benedictus e na bênção, o grande sinal-da-cruz.

Motivação Inicial

“Não me deixeis, Senhor; à mercê de meus adversários, pois contra mim se levantaram testemunhas

falsas, mas volta-se contra eles a sua iniquidade”. (Sl 26,2) O Ofício de Trevas é uma paraliturgia que

teve origem na Idade Média, com o nome de Tenebrário. Consiste numa belíssima celebração, carac-

terizada pela profundidade, na qual são realizadas meditações sobre as Sete Palavras de Nosso Senhor

Jesus Cristo na Cruz, intercaladas com o canto de 7 Salmos. Será feita a reflexão da palavra de Jesus na

cruz seguida pelo salmo. Após cada salmo, será apagada uma vela da menorá. Ao chegar o sétimo e

último, resta apenas uma veia acesa. O Presidente erguerá a menorá, depois vai abaixá-la, depondo-a

atrás do Altar. Enquanto isso, a assembleia bate nos bancos ou nos punhos, significando a descida de

Jesus até a mansão dos mortos, bem como o terremoto que abalou a terra após a morte do Senhor.

Aguardemos em profundo silêncio.

Canto de Entrada

VITÓRIA, TU REINARÁS! Ó CRUZ, TU NOS SALVARÁS! (bis)

1. Brilhando sobre o mundo que vive sem tua luz, tu és um sol fecundo de amor e de paz, ó Cruz!

2. Nós vamos à Cidade, e lá eu irei sofrer, serei crucificado, mas hei de reviver!

3. Vocês não são do mundo, do mundo os escolhi, se o mundo vos odeia, primeiro odiou a mim.

4. Vocês vão ter no mundo, tristezas e aflição, mas eu venci o mundo, coragem e vencerão!

5. Se o grão que cai por terra, não morre fica só. Se morre germina e cresce, seu fruto será maior!

6. Escutem meu mandamento, reparem como amei! Por todos eu dei a vida, se amem, assim vocês!

7. Se alguém quer ser meu servo, me siga e então verá, esteja onde eu estiver, meu Pai o honrará.

SAUDAÇÃO INICIAL

V. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

R. Amém.

V. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

V. “Vocês todos que passam pelo caminho, olhem e prestem atenção: haverá dor semelhante à minha dor?” (Lm 1, 12s)

Canto:

Lamentos do Senhor

Que te fiz meu povo eleito? Diz em que eu te contristei! Que mais podia ter feito, em que foi que eu te faltei? 

DEUS SANTO, DEUS FORTE, DEUS IMORTAL, TENDE PIEDADE DE NÓS! (bis)

 Eu te fiz sair do Egito, com maná te alimentei: preparei-te bela terra, tu a cruz para o teu Rei! Bela vinha eu te plantara, tu plantaste a lança em mim; águas doces eu te dava, foste amargo até o fim!Flagelei por te o Egito, primogênitos matei; Tu, porém, me flagelastes, entregastes o próprio Rei!

sábado, 28 de março de 2026

RITO DO DOMINGO DE RAMOS ANO A

 Domingo de Ramos da Paixão do Senhor



 

SEMANA SANTA

DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR


Neste dia a Igreja recorda e entrada do Cristo Senhor em Jerusalém para consumar seu mistério pascal. Por isso, em todas as Missas comemora-se esta entrada do Senhor, antes da Missa principal, pela procissão ou pela entrada solene; antes de todas as outras, pela entrada simples. No entanto, em uma ou outra Missa celebrada com grande número de fiéis, pode-se repetir a entrada solene, mas não a procissão.


Onde não se pode fazer nem a procissão nem a entrada solene, haja uma celebração da Palavra de Deus sobre a entrada messiânica e a Paixão do Senhor, no sábado à tarde ou no domingo em hora mais oportuna.


COMEMORAÇÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM

PRIMEIRA FORMA: PROCISSÃO


Na hora conveniente, reúne a assembleia numa igreja menor ou em outro lugar apropriado fora da igreja, para onde se dirige a procissão. Os fiéis trazem ramos nas mãos.


O sacerdote e o diácono, em vestes sagradas de cor vermelha como para a Missa, acompanhados por outros ministros, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido. Durante a procissão o sacerdote poderá usar pluvial em vez de casula.


Ⓔ O Bispo adentra de mitra e báculo, que depõe terminado o canto.


Durante a procissão, canta-se a seguinte antífona ou outro canto apropriado:


Antífona (Cf. Mt 21,9)

Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas!


O sacerdote diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e todos fazem o sinal da cruz. Em seguida saúda a assembleia como de costume. E por breve exortação convida os fiéis a participarem ativa e conscientemente da celebração deste dia, com estas palavras ou outras semelhantes:

Pres.: Meus irmãos e minhas irmãs: durante as cinco semanas da Quaresma preparamos o nosso coração pela penitência e obras de caridade. Hoje aqui nos reunimos e iniciamos, com toda a Igreja, a celebração do mistério pascal de nosso Senhor, sua morte e ressurreição. Para consumá-lo, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Por isso, celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.


O sacerdote, de braços abertos, diz uma das orações seguintes:

Pres.: Oremos.

Deus eterno e todo-poderoso, santificai + estes ramos com a vossa bênção para que possamos chegar à eterna Jerusalém, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei. Que vive e reina pelos séculos dos séculos.

℟.: Amém.

Ou:

Pres.: Oremos.

Ó Deus de bondade, aumentai a fé dos que esperam em vós e ouvi as preces dos que vos suplicam; apresentando hoje ao Cristo vencedor os nossos ramos possamos nele frutificar em boas obras. por Cristo, nosso Senhor.

℟.: Amém.


O sacerdote, sem nada dizer, asperge os ramos com água benta.


Ⓔ O Bispo pode distribuir os ramos aos concelebrantes, aos ministros e a alguns fiéis. Em seguida, o Bispo deita incenso no turíbulo, dá a bênção ao diácono que vai proclamar o Evangelho e recebe o seu ramo, e fica com ele durante a proclamação do Evangelho. Se porventura fizer homilia, entrega o ramo e recebe a mitra e o báculo, a não ser que julgue preferível de outro modo.


O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, proclama, conforme o costume, o Evangelho da entrada do Senhor em Jerusalém, segundo um dos quatro Evangelistas. Se for oportuno pode-se usar incenso.


                                  Mt 21,1-11

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Naquele tempo, Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá.’ Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta.” Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia.”

Palavra da Salvação.


Após o Evangelho poderá haver uma breve homilia. O sacerdote, o diácono ou um ministro leigo dá início à procissão com estas palavras ou outras semelhantes:

℣.: Meus irmãos e minhas irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, comecemos com alegria a nossa procissão.

Ou:

℣.: Sigamos em paz.

E todos respondem:

℟.: Em nome de Cristo. Amém.


Ⓔ O Bispo recebe a mitra e seu ramo. O báculo pode ser levado a frente do Bispo.


Inicia-se a procissão para a igreja onde será celebrada a Missa. À frente, vai o turiferário com o turíbulo fumegante, caso se use incenso; em seguida, o cruciferário com a cruz ornamentada com ramos, conforme o costume do lugar, entre dois ministros com velas acesas; depois o diácono com o Evangeliário, o sacerdote e os ministros, seguidos pelo povo com seus ramos.


Durante a procissão, o coro e o povo cantam os seguintes cânticos ou outros apropriados, em honra de Cristo Rei.


Antífona 1

Os filhos dos Hebreus, com ramos de oliveira, foram ao encontro do Senhor, clamando:

Refrão: Hosana, hosana nas alturas!


A antífona pode ser repetida entre as estrofes deste salmo.


Cf. Salmo 23


— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.


— “Quem subirá até o monte do Senhor, 

quem ficará em sua santa habitação?” 

“Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime, nem jura falso para o dano de seu próximo.


— Sobre este desce a bênção do Senhor  e a recompensa de seu Deus e Salvador”. 

— “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”.


— “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?”

“É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!”

— “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”


— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” 

“O Rei da glória é o Senhor onipotente,  o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!”


Antífona 2

Os filhos dos Hebreus no chão punham seus mantos. Hosana, eles clamavam, ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!


A antífona pode ser repetida entre as estrofes deste salmo.


Salmo 46


— Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria!

— Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra.


— Os povos sujeitou ao nosso jugo e colocou muitas nações aos nossos pés.

— Foi ele queescolheu a nossa herança, a glória de Jacó, seu bem-amado.


— Por entre aclamações Deus se elevou, 

o Senhor subiu ao toque da trombeta.

— Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, 

salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!


— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, 

ao som da harpa acompanhai os seus louvores!

— Deus reina sobre todas as nações, 

está sentado no seu trono glorioso.


— Os chefes das nações se reuniram com o povo do Deus santo de Abraão,

— pois só Deus é realmente o Altíssimo, e os poderosos desta terra lhe pertencem!


Hino a Cristo Rei


Refrão: Glória, louvor e honra a ti, Cristo Rei, Redentor!


1. De Israel Rei esperado; de Davi ilustre filho; o Senhor é que te envia; ouve, pois, nosso estribilho!

2. Todos juntos te celebram, quer na terra ou nas alturas; cantam todos teus louvores, anjos, homens, criaturas!

3. Veio a ti o povo hebraico, com seus ramos e suas palmas; também hoje, te trazemos nossos hino, nossas almas!

4. Festejaram tua entrada, que ao Calvário conduzia; mas agora que tu reinas, bem maior é nossa alegria!

5. Agradaram-te os seus hinos, nossos hinos, igualmente; o que é bom tu sempre acolhes, Rei bondoso, Rei clemente!


Ao entrar na igreja, canta-se o responsório seguinte, ou outro canto que se refira à entrada do Senhor.


℣.: Entrando o Senhor na cidade santa, os filhos dos Hebreus anunciavam a ressurreição da vida.

* Com ramos de palmeiras, clamavam dizendo:

℟.: Hosana, hosana nas alturas!

℣.: Ouvindo o povo que Jesus viria a Jerusalém, saiu ao seu encontro.

* Com ramos de palmeiras, clamavam dizendo:

℟.: Hosana, hosana nas alturas!


Ⓔ Chegado ao altar, o Bispo entrega o ramo e depõe a mitra.


Chegando ao altar, o sacerdote o venera e, se for oportuno, o incensa. Dirige-se à cadeira (tira o pluvial e veste a casula). Omitindo os ritos iniciais da Missa e, se for oportuno, também o Kýrie, reza a coleta e prossegue como de costume.


SEGUNDA FORMA: ENTRADA SOLENE


Onde não se pode realizar a procissão fora da igreja, a entrada do Senhor será celebrada dentro da igreja, com entrada solene, antes da Missa principal.


Os fiéis reúnem-se à porta da igreja ou no seu interior, trazendo ramos nas mãos. O sacerdote, os ministros e um grupo de fiéis dirigem-se para um lugar determinado da igreja, fora do presbitério, de onde o rito possa ser visto ao menos pela maioria dos fiéis.


Enquanto o sacerdote se dirige ao lugar determinado, canta-se a antifona Hosana ao Filho de Davi ou outro canto apropriado. Realizam-se a bênção dos ramos e a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em jerusalém, como acima. Depois do Evangelho, o sacerdote com os ministros e com o grupo de fiéis dirige-se processionalmente pela igreja até o presbitério, enquanto se canta o responsório Entrando o Senhor na cidade santa, ou outro canto apropriado.


Chegando ao altar, o sacerdote o venera e se dirige à cadeira. Omitindo os ritos iniciais da Missa e, se for oportuno, o Kýrie, reza a Coleta e proessegue como de costume.


TERCEIRA FORMA: ENTRADA SIMPLES


Em todas as outras Missas deste domingo, nas quais não há entrada solene, faz-se a memória da entrada do Senhor em Jerusalém com entrada simples.


Enquanto o sacerdote se dirige para o altar, canta-se a antífona da entrada com o salmo ou outro canto apropriado. Chegando ao altar, o sacerdote o venera e dirige-se à cadeira. Depois do sinal da cruz, saúda a assembleia, prosseguindo a Missa como de costume.


Em outras Missas nas quais não houver canto de entrada, o sacerdote, logo que chegar ao altar, o venera, saúda a assembleia e recita a antífona da entrada, prosseguindo a Missa como de costume.


Antífona da entrada (Cf. Jo12, 1.12-23. Sl 23,9-10)

Seis dias antes da festa da Páscoa, quando o Senhor veio à cidade de Jerusalém, correram ao seu encontro os pequeninos. Traziam nas mãos ramos de palmeira e clamavam em alta voz: 

* Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.


Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar! Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!”

* Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.


          MISSA


Após a procissão ou a entrada solene, o sacerdote começa a Missa com a Coleta.


Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira leitura (Is 50, 4-7)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

Leitor.: Palavra do Senhor.


                 Salmo responsorial (Sl 21)

— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

 Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!”

Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram as minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.

— Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!

— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!


                Segunda leitura (Fl 2, 6-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

Leitor.: Palavra do Senhor.


        Aclamação ao Evangelho (Fl 2,8-9)

Glória e louvor a vós, ó Cristo.

Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz. Pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.


             História da Paixão do Senhor

A história da Paixão do Senhor se lê sem velas e incenso, sem saudação e sinal da cruz sobre o livro. Ela é proclamada pelo diácono ou, na sua falta, pelo sacerdote. Pode ser proclamada também por leigos, reservando-se a parte do Cristo para o sacerdote, se for possível.

Só os diáconos, mas não os outros, pedem a bênção ao sacerdote, como habitualmente antes do Evangelho.


Ⓔ O Bispo, depois de abençoar os diáconos, levanta-se e recebe o báculo.


                   PAIXÃO SEGUNDO MATEUS

ⒽAs falas do Cristo (℣) podem ser feitas pelo diácono, por um concelebrante ou pelo próprio presidente, se este for tomar parte no Evangelho.


Forma longa (Mt 26, 14 – 27,66)

Narrador: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo: Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse:

Leitor: 'O que me dareis se vos entregar Jesus?'

Narrador: Combinaram, então, trinta moedas de prata. E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram:

℟.: 'Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?'

Narrador: Jesus respondeu:

℣.: 'Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'.'

Narrador: Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. Enquanto comiam, Jesus disse:

℣.: 'Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.'

Narrador: Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar:

Leitor: 'Senhor, será que sou eu?'

Narrador: Jesus respondeu:

℣.: 'Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!'

Narrador: Então Judas, o traidor, perguntou:

Leitor: 'Mestre, serei eu?'

Narrador: Jesus lhe respondeu:

℣.: 'Tu o dizes.'

Narrador: Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse:

℣.: 'Tomai e comei, isto é o meu corpo.'

Narrador: Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes, dizendo:

℣.: Bebei dele todos. Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. Eu vos digo: de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai.'

Narrador: Depois de terem cantado salmos, foram para o monte das Oliveiras. Então Jesus disse aos discípulos:

℣.: 'Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim diz a Escritura: 'Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.' Mas, depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galiléia.'

Narrador: Disse Pedro a Jesus:

Leitor: 'Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu jamais ficarei.'

Narrador: Jesus lhe declarou:

℣.: 'Em verdade eu te digo, que, esta noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.'

Narrador: Pedro respondeu:

Leitor: 'Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo assim não te negarei.'

Narrador: E todos os discípulos disseram a mesma coisa. Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse:

℣.: 'Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!'

Narrador: Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado. Então Jesus lhes disse:

℣.: 'Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!'

Narrador: Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou:

℣.: 'Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como eu quero, mas sim como tu queres.'

Narrador: Voltando para junto dos discípulos, Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro:

℣.: 'Vós não fostes capazes de fazer uma hora de vigília comigo? Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.'

Narrador: Jesus se afastou pela segunda vez e rezou:

℣.: 'Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!'

Narrador: Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono. Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então voltou para junto dos discípulos e disse:

℣.: Agora podeis dormir e descansar. Eis que chegou a hora e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos! Vamos! Aquele que me vai trair, já está chegando.

Narrador: Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus. Vinham a mandado dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo. O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:

Leitor: 'Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!'

Narrador: Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo:

Leitor: 'Salve, Mestre!' E beijou-o.

Narrador: Jesus lhe disse:

℣.: 'Amigo, a que vieste?'

Narrador: Então os outros avançaram lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam. Nesse momento, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a espada, e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha. Jesus, porém, lhe disse:

℣.: 'Guarda a espada na bainha! pois todos os que usam a espada pela espada morrerão. Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos? Então, como se cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?

Narrador: E, naquela hora, Jesus disse à multidão:

℣.: 'Vós viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar, e vós não me prendestes.'

Narrador: Porém, tudo isto aconteceu para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram. Aqueles que prenderam Jesus levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos. Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo aquilo. Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas testemunhas, que afirmaram:

Leitor: 'Este homem declarou: 'posso destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias'.'

Narrador: Então o Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus:

Leitor: 'Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti?'

Narrador: Jesus, porém, continuava calado. E o Sumo Sacerdote lhe disse:

Leitor: 'Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus.'

Narrador: Jesus respondeu:

℣.: 'Tu o dizes. Além disso, eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu.'

Narrador: Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse:

Leitor: 'Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?'

Narrador: Responderam:

℟.: 'É réu de morte!'

Narrador: Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam. Outros lhe deram bordoadas, dizendo:

℟.: 'Faze-nos uma profecia, Cristo, quem foi que te bateu?'

Narrador: Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada chegou perto dele e disse:

Leitor: 'Tu também estavas com Jesus, o Galileu!'

Narrador: Mas ele negou diante de todos:

Leitor: 'Não sei o que tu estás dizendo'.

Narrador: E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali:

Leitor: 'Este também estava com Jesus, o Nazareno.'

Narrador: Pedro negou outra vez, jurando:

Leitor: 'Nem conheço esse homem!'

Narrador: Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram:

Leitor: 'É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia.'

Narrador: Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo que não conhecia esse homem! E nesse instante o galo cantou. Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito: 'Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.' E saindo dali, chorou amargamente. De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte. Eles o amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. Então Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, dizendo:

Leitor: 'Pequei, entregando à morte um homem inocente.'

Narrador: Eles responderam:

Leitor: 'O que temos nós com isso? O problema é teu.'

Narrador: Judas jogou as moedas no santuário, saiu e foi se enforcar. Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:

Leitor: 'É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo, porque é preço de sangue.'

Narrador: Então discutiram em conselho e compraram com elas o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos estrangeiros. É por isso que aquele campo até hoje é chamado de 'Campo de Sangue'. Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias: 'Eles pegaram as trinta moedas de prata - preço do Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram - e as deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou!' Jesus foi posto diante do governador, e este o interrogou:

Leitor: 'Tu és o rei dos judeus?'

Narrador: Jesus declarou:

℣.: 'É como dizes',

Narrador: e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. Então Pilatos perguntou:

Leitor: 'Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?'

Narrador: Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

Leitor: 'Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?'

Narrador: Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

Leitor: 'Não te envolvas com esse justo! porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.'

Narrador: Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar:

Leitor: 'Qual dos dois quereis que eu solte?'

Narrador: Eles gritaram:

℟.: 'Barrabás.'

Narrador: Pilatos perguntou:

Leitor: 'Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?'

Narrador: Todos gritaram:

℟.: 'Seja crucificado!'

Narrador: Pilatos falou:

Leitor: 'Mas, que mal ele fez?'

Narrador: Eles, porém, gritaram com mais força:

℟.: 'Seja crucificado!'

Narrador: Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

Leitor: 'Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!'

Narrador: O povo todo respondeu:

℟.: 'Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos'.

Narrador: Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

℟.: 'Salve, rei dos judeus!'

Narrador: Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer 'lugar da caveira'. Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. E ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação:

Leitor: 'Este é Jesus, o Rei dos Judeus.'

Narrador: Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

℟.: 'Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!'

Narrador: Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:

℟.: 'A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.'

Narrador: Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

℣.: 'Eli, Eli, lamá sabactâni?',

Narrador: que quer dizer:

℣.: 'Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?'

Narrador: Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

℟.: 'Ele está chamando Elias!'

Narrador: E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. Outros, porém, disseram:

℟.: 'Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!'

Narrador: Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

 

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

 

Narrador: E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:

℟.: 'Ele era mesmo Filho de Deus!'

Narrador: Grande número de mulheres estava alí, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia, prestando-lhe serviços. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Ao entardecer, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo. José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo, e o colocou em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. No dia seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos, e disseram:

Leitor: 'Senhor, nós nos lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse: 'Depois de três dias eu ressuscitarei!' Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!' pois essa última impostura seria pior do que a primeira.'

Narrador: Pilatos respondeu:

Leitor: 'Tendes uma guarda. Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer.'

Narrador: Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro: lacraram a pedra e montaram guarda.

V.: Palavra da Salvação.

℟.: Glória a vós, Senhor


Após a história da Paixão, se for oportuno, haja uma breve homilia. Pode-se também observar certo tempo de silêncio.


Diz-se o Creio e faz-se a oração universal.


Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:

Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

Ou: Ⓑ

Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida em nome de Cristo, possa oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

Ou: Ⓑ

Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que, trazendo ao altar as alegrias e fadigas de cada dia, nos disponhamos a oferecer um sacrifício aceito por Deus Pai todo-poderoso.

Ou: Ⓑ

Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

O povo se levanta e responde:

℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas.


SOBRE AS OFERENDAS

Pela paixão do vosso Filho Unigênito, apressai, Senhor, a hora da nossa reconciliação; concedei-nos, por este único e admirável sacrifício, a misericórdia que não merecemos phor nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.

R.: Amém 


Prefácio: A Paixão do Senhor

Pres.: O Senhor esteja convosco.

℟.: Ele está no meio de nós.

Pres.: Corações ao alto.

℟.: O nosso coração está em Deus.

Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

℟.: É nosso dever e nossa salvação.

Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, nosso Senhor. Inocente, dignou-se sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição trouxe-nos a justificação. Por isso, com todos os anjos, nós vos louvamos em alegre celebração, cantando (dizendo) a uma só voz:

℟.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!


                 ORAÇÃO EUCARÍSTICA I


O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres.: Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, suplicantes, vos rogamos e pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,

une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:

que aceiteis e abençoeis + estes dons, estas oferendas, este sacrifício puro e santo,

de braços abertos, prossegue:

que oferecemos, antes de tudo, pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra, em comunhão com vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N.*, e todos os que guardam a fé católica que receberam dos Apóstolos.

A assembleia aclama:

℟.: Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!

(*) Aqui pode-se fazer menção dos Bispos Coadjutores ou Auxiliares, conforme vem indicado na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 149.


Ⓗ Na missa com Batismo faz-se o Lembrai-vos, ó Pai próprio.


Momento dos vivos

1C: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N.

une as mãos e reza em silêncio por aqueles que quer recordar.

De braços abertos, prossegue:

e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fé e a dedicação ao vosso serviço. Por eles nós vos oferecemos e também eles vos oferecem este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces, Deus eterno, vivo e verdadeiro, para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.

A assembleia aclama:

℟.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!


Ⓗ Nos domingos, no Natal do Senhor e Oitava, na Epifania, na Missa da Ceia do Senhor, na Vigília Pascal e Oitava Pascal, na ascensão e no Pentecostes, diz-se o Comunicantes próprio.


"Infra actionem"

2C: Em comunhão com toda a Igreja, celebramos em primeiro lugar a memória da Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, a gloriosa sempre Virgem Maria, a de seu esposo São José, e também a dos Santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, (Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião) e a de todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. (Por Cristo, nosso Senhor. Amém.)

A assembleia aclama:

℟.: Em comunhão com vossos Santos vos louvamos!


Ⓗ Da Vigília Pascal até o 2º Domingo da Páscoa e em outras ocasiões específicas diz-se o Aceitai, ó Pai, próprio.


O sacerdote, com os braços abertos, continua:

Pres.: Aceitai, ó Pai, com bondade, a oblação dos vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos.

Une as mãos.

(Por Cristo, nosso Senhor. Amém).


Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz:

Pres.: Dignai-vos, ó Pai, aceitar, abençoar e santificar estas oferendas; recebei-as como sacrifício espiritual perfeito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de vosso amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.

Une as mãos.

A assembleia aclama:

℟.: Enviai o vosso Espírito Santo!


O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Pres.: Na véspera de sua paixão,

toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:

ele tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos, 

eleva os olhos,

elevou os olhos ao céu, a vós, ó Pai todo-poderoso, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu o pão e o deu a seus discípulos.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.


Então prossegue:

Pres.: Do mesmo modo, no fim da ceia,

toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossege:

ele tomou este precioso cálice em suas santas e veneráveis mãos, pronunciou novamente a bênção de ação de graças e o deu a seus discípulos.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.


Em seguida, diz:

Pres.: Mistério da fé!

A assembleia aclama:

℟.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

Ou:

Pres.: Mistério da fé e do amor!

A assembleia aclama:

℟.: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!

Ou:

Pres.: Mistério da fé para a salvação do mundo!

A assembleia aclama:

℟.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.


O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres.: Celebrando, pois, a memória da bem-aventurada paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício puro, santo e imaculado, Pão santo da vida eterna e Cálice da perpétua salvação. Recebei, ó Pai, com olhar benigno, esta oferta, como recebestes os dons do justo Abel, o sacrifício de nosso patriarca Abraão e a oblação pura e santa do sumo sacerdote Melquisedeque.

A assembleia aclama:

℟.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!


Une as mãos e, inclinando-se, diz:

Pres.: Suplicantes, vos pedimos, ó Deus onipotente, que esta nossa oferenda seja levada à vossa presença, no altar do céu, pelas mãos do vosso santo Anjo, para que todos nós, participando deste altar pela comunhão do santíssimo Corpo e Sangue do vosso Filho,

ergue-se e faz sobre si o sinal da cruz, dizendo:

sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu.

Une as mãos.

(Por Cristo, nosso Senhor. Amém).

A assembleia aclama:

℟.: O Espírito nos una num só corpo!


Momento dos mortos.

De braços abertos, diz:

3C: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N. que nos precederam com o sinal da fé e dormem o sono da paz.

Une as mãos e, em silêncio, reza brevemente pelos defuntos que deseja recordar.

De braços abertos, prossegue:

A eles, e a todos os que descansam no Cristo, concedei o repouso, a luz e a paz.

Une as mãos.

(Por Cristo, nosso Senhor. Amém).

A assembleia aclama:

℟.: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!


Bate no peito, dizendo:

4C: E a todos nós pecadores,

e, de braços abertos, prossegue:

que esperamos na vossa infinita misericórdia, concedei, não phor nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, (Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro, Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia) e de todos os vossos Santos.

Une as mãos.

Por Cristo, nosso Senhor.

E prossegue:

Por ele não cessais de criar, santificar, vivificar, abençoar estes bens e distribuí-los entre nós. 


Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:

Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.

A assembleia aclama:

℟.: Amém.

 

    RITO DA COMUNHÃO


Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:

Pres.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

Ou: Ⓑ

Pres.: Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor Jesus nos ensinou:

Ou: Ⓑ

Pres.: Somos chamados filhos de Deus e realmente o somos, por isso, podemos rezar confiantes:

Ou: Ⓑ

Pres.: O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com a confiança e a liberdade de filhos e filhas, digamos juntos:

Ou: Ⓑ

Pres.: O banquete da Eucaristia é sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna. Unidos como irmãos e irmãs, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:

Ou: Ⓑ

Pres.: Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela sabedoria do Evangelho, ousamos dizer:

Ou: Ⓑ

Pres.: Guiados pelo Espírito Santo, que ora em nós e phor nós, elevemos as mãos ao Pai e rezemos juntos a oração que o próprio Jesus nos ensinou:


O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:

℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.


O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:

Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.

O sacerdote une as mãos.

O povo conclui a oração, aclamando:

℟.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!


O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:

Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.

O sacerdote une as mãos e conclui:

Vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.

O povo responde:

℟.: Amém.


O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:

Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

O povo responde:

℟.: O amor de Cristo nos uniu.


Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:

℣.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

Ou: Ⓑ

℣.: Como filhos e filhas do Deus da paz, saudai-vos com um gesto de comunhão fraterna.

Ou:Ⓑ

℣.: Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs saudai-vos com um sinal de reconciliação e de paz.

Ou: Ⓑ

℣.: No Espírito de Cristo ressuscitado, saudai-vos com um sinal de paz.

E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e a outros ministros.


Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:

Pres.: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.


Enquanto isso, canta-se ou recita-se:

℟.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. 

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:

Pres.: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me por este vosso santíssimo Corpo e Sangue dos meus pecados e de todo mal; dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.

Ou:

Pres.: Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.


O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:

Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.

Ou: Ⓑ

Pres.: Quem comhe minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele.

Ou: Ⓑ

Pres.: Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio.

Ou: Ⓑ

Pres.: Eu sou o Pão vivo, que desceu do céu: se alguém come deste Pão, viverá eternamente.

Ou: Ⓑ

Pres.: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro.


Pres.: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E acrescenta, com o povo, uma só vez:

℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.


O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:

Pres.: Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.

E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio:

Pres.: Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.

E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.


Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:

℣.: O Corpo de Cristo.

O que vai comungar responde:

℟.: Amém.

E comunga.

O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, ao distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.


Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.


Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.


Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.


Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:

Pres.: Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

Antífona da comunhão (Mt 26, 42)

Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!


                    DEPOIS DA COMUNHÃO

Pres.: Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, Senhor: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos, pela sua ressurreição, alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.

R.: Amém 


                      ORAÇÃO SOBRE O POVO

Olhai, Senhor, esta vossa família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo não hesitou entregar-se às mãos dos malfeitores e sofrer o suplício da cruz. Ele, que vive e reina pelos séculos dos séculos.

R.: Amém 

sexta-feira, 27 de março de 2026

SANTA MISSA DO CRISMA

                




                       SEMANÁRIO LITÚRGICO

                            MISSA DO CRISMA

        (DOS SANTOS ÓLEOS OU DA UNIDADE)

POR: ALYSON GUILHERME ALVES DE SOUSA

Quinta-Feira Santa - 02.04.2025


                                 RUBRICAS


A bênção do óleo dos enfermos, do óleo dos catecúmenos e a consagração do Crisma são feitas pelo Bispo conforme o rito descrito no Pontifical Romano, normalmente na Quinta-feira da Semana Santa, na Missa própria, a ser celebrada pela manhã.


Se for difícil reunir o clero e o povo com o Bispo neste dia, pode-se antecipar a Missa do Crisma; sempre, porém, nas proximidades da Páscoa.


Esta Missa, que o Bispo concelebra com seu presbitério, seja um sinal de comunhão dos presbíteros com seu Bispo. Convém, portanto, que todos os presbíteros, tanto quanto possível, participem dela, e nela comunguem também sob duas espécies. Para exprimir a unidade do presbitério da diocese, os presbíteros que concelebram o Bispo sejam de várias regiões da diocese.


Conforme o costume tradicional, a bênção do óleo dos enfermos é feita antes de terminar a Oração Eucarística, e a bênção do óleo dos catecúmenos e a consagração do Crisma, depois da Comunhão. Entretanto, por razões pastorais, pode-se realizar todo o rito da bênção depois da liturgia da Palavra.


PREPARATIVOS ANTES DA MISSA


Conforme o costume tradicional da liturgia latina, a bênção do óleo dos enfermos é feita antes de terminar a Oração Eucarística, e a bênção do óleo dos catecúmenos e a consagração do Crisma, depois da Comunhão. Entretanto, por razões pastorais, pode-se realizar todo o rito da bênão depois da liturgia da Palavra, observando-se o rito seguinte.


Para a bênção dos óleos, além do necessário para a Missa, deve-se preparar:

Na sacristia ou em outro lugar apropriado:

- os vasos com os óleos;

- os perfumes para a confeção do crisma, se o próprio Bispo quiser fazer a mistura na ação litúrgica;

- o pão, o vinho e a água para a Missa, que são levados com os óleos antes da preparação das oferendas.


No presbitério:

- Uma mesa para receber os vasos de óleo, colocada de modo que o povo possa seguir perfeitamente toda a ação sagrada e dela participar;

- a cadeira para o Bispo, se a bênção se realizar diante do altar.


                             RITOS INICIAIS


                       CANTO DE ENTRADA

         (O Espírito do Senhor está sobre mim)


Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM! O ESPÍRITO DO SENHOR ME CONSAGROU O ESPÍRITO DO SENHOR ME ENVIOU PARA ANUNCIAR A PAZ E ALEGRIA!

O ESPÍRITO DO SENHOR ME ESCOLHEU: PARA ANUNCIAR A BOA NOVA AOS POBRES!

O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM! O ESPÍRITO DO SENHOR ME CONSAGROU O ESPÍRITO DO SENHOR ME ENVIOU PARA ANUNCIAR A PAZ E ALEGRIA!

O ESPÍRITO DO SENHOR ME ESCOLHEU: PARA ANUNCIAR A LIBERDADE AOS CATIVOS!

O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM! O ESPÍRITO DO SENHOR ME CONSAGROU O ESPÍRITO DO SENHOR ME ENVIOU PARA ANUNCIAR A PAZ E ALEGRIA!

O ESPÍRITO DO SENHOR ME ESCOLHEU: PARA CONSOLAR OS CORAÇÕES ENLUTADOS!

O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM! O ESPÍRITO DO SENHOR ME CONSAGROU O ESPÍRITO DO SENHOR ME ENVIOU PARA ANUNCIAR A PAZ E ALEGRIA!


Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.


                                   SAUDAÇÃO


Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:

Pres.: — In nomine + Patris + et Filii + et Spiritus Sancti.

℟.: — Amém.


O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:

Pres.: — Pax Vosbis.

℟.: — Et cum Spiritu tuo.


O sacerdote, diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.


                        ATO PENITENCIAL


Pres.: O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama a segui-lo fielmente. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.

Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:

Pres.: Confessemos os nossos pecados:

℟.: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões,

e, batendo no peito, dizem:

por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa, E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.


Segue-se a absolvição sacerdotal:

Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

℟.: Amém.


Pres.: Senhor, tende piedade de nós. 

℟.: Senhor, tende piedade de nós. 

Pres.: Cristo, tende piedade de nós. 

℟.: Cristo, tende piedade de nós.

Pres.: Senhor, tende piedade de nós.

℟.: Senhor, tende piedade de nós.


                          HINO DO GLÓRIA

                         (Glória - Ney Brasil)

Canta-se ou recita-se em seguida o hino:

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS, E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS!

 SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS, DEUS PAI TODO PODEROSO! NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS OS BENDIZEMOS NÓS VOS ADORAMOS, NÓS OS GLORIFICAMOS. NÓS VOS DAMOS GRAÇAS POR VOSSA IMENSA GLÓRIA. SENHOR JESUS CRISTO, FILHO UNIGÊNITO. SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI.

 GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS, E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS!

 VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, TENDE PIEDADE DE NÓS! VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA. VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI, TENDE PIEDADE DE NÓS! SÓ VÓS SOIS O SANTO, SÓ VÓS O SENHOR! SÓ VÓS O ALTÍSSIMO JESUS CRISTO. COM O ESPÍRITO SANTO NA GLÓRIA DE DEUS PAI.

 GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS, E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS!


                          ORAÇÃO COLETA


Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:

Pres.: Oremos.

E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio. Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta:

Ó Deus, que ungistes o vosso Filho único com o Espírito Santo e o constituístes Cristo e Senhor, concedei que, participando da sua consagração, sejamos no mundo testemunhas da redenção que ele nos trouxe. Phor nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

℟.: Amém.


                      LITURGIA DA PALAVRA


                         PRIMEIRA LEITURA

                          (Is 61, 1-3a. 6ª. 8b-9)


Leitor: Leitura do Livro do Profeta Isaías.

O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que choram, para reservar e dar aos que sofrem por Sião uma coroa, em vez de cinza, o óleo da alegria, em vez da aflição. Vós sois os sacerdotes do Senhor, chamados ministros de Deus. Eu os recompensarei por suas obras segundo a verdade, e farei com eles uma aliança perpétua. Sua descendência será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus.

Leitor: Palavra do Senhor.

℟.: Graças a Deus.


                   SALMO RESPONSORIAL

                                   (Sl 88)


— SENHOR, EU CANTAREI, SENHOR, EU CANTAREI, EU CANTAREI ETERNAMENTE O VOSSO AMOR!


— ENCONTREI E ESCOLHI A DAVI, MEU SERVIDOR, E O UNGI, PARA SER REI, COM MEU ÓLEO CONSAGRADO. ESTARÁ SEMPRE COM ELE MINHA MÃO ONIPOTENTE, E MEU BRAÇO PODEROSO HÁ DE SER A SUA FORÇA.


— MINHA VERDADE E MEU AMOR ESTARÃO SEMPRE COM ELE, SUA FORÇA E SEU PODER POR MEU NOME CRESCERÃO. ELE, ENTÃO, ME INVOCARÁ: Ó SENHOR, VÓS SOIS MEU PAI, SOIS MEU DEUS, SOIS MEU ROCHEDO ONDE ENCONTRO A SALVAÇÃO!


                         SEGUNDA LEITURA

                                  (Ap 1, 5-8)


Leitor: Leitura do Livro do Apocalipse de São João.

A vós graça e paz da parte de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão - também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! “Eu sou o Alfa e o Omega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso”.

Leitor: Palavra do Senhor.

℟.: Graças a Deus.


               Aclamação Ao Evangelho

                   (A vós, louvor e honra)

A VÓS, LOUVOR E HONRA, A VÓS, LOUVOR E HONRA, A VÓS, LOUVOR E HONRA, SENHOR JESUS! A VÓS, LOUVOR E HONRA, A VÓS, LOUVOR E HONRA, A VÓS, LOUVOR E HONRA, SENHOR JESUS! 

O ESPÍRITO DO SENHOR SOBRE MIM FEZ A SUA UNÇÃO, ENVIOU-ME AOS EMPOBRECIDOS A FAZER FELIZ PROCLAMAÇÃO!

A VÓS, LOUVOR E HONRA, A VÓS, LOUVOR E HONRA, A VÓS, LOUVOR E HONRA, SENHOR JESUS! A VÓS, LOUVOR E HONRA, A VÓS, LOUVOR E HONRA, A VÓS, LOUVOR E HONRA, SENHOR JESUS! 


Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:

℣.: Dá-me a tua bênção.

O sacerdote diz em voz baixa:

Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.

O diácono faz o sinal da cruz e responde:

℣.: Amém.


Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio.


                                EVANGELHO

                                  (Jo 13, 1-15)


O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:

℣.: — Dominum vosbiscum.

℟.: — et cum Spiritu tuo.


O diácono ou o sacerdote diz:

℣.: Lectio santi Evangeli secundum Ioannem .

e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.

℟.: — Glória tibi Domini.


Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.

℣.: Naquele tempo, Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.


℣.: — Verbum Domini.

℟.: — Glória tibi Domini.


Depois beija o livro, dizendo em silêncio a oração.


                                 HOMILIA


Depois da leitura do Evangelho, o Bispo faz a homilia a partir dos textos proclamados na Liturgia da Palavra. Explica ao povo e aos presbíteros a unção sacerdotal, exortando os presbíteros a serem fiéis em sua missão e os convida a renovar publicamente suas promessas sacerdotais.


RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS SACERDOTAIS


Ⓔ O Bispo faz a renovação das promessas sacerdotais de mitra e báculo, sentado na cátedra ou em pé.


Terminada a homilia, o Bispo dirige-se aos presbíteros usando estas palavras ou outras semelhantes:

Pres.: Filhos caríssimos, celebrando a cada ano o dia em que o Senhor Jesus comunicou o seu sacerdócio aos Apóstolos e a nós, quereis renovar as promessas que um dia fizestes perante o vosso Bispo e o povo santo de Deus?

Os presbíteros respondem juntos: Quero.


Pres.: Quereis unir-vos e conformar-vos mais estreitamente ao Senhor Jesus, renunciando a vós mesmos e confirmando os compromissos do sagrado ministério que, levados pelo amor do Cristo, alegremente assumistes com a Igreja, no dia da vossa ordenação presbiteral?

Os presbíteros: Quero.


Pres.: Quereis ser fiéis dispensadores dos mistérios de Deus pela celebração da Eucaristia e demais ações litúrgicas, cumprir com fidelidade a missão de ensinar e seguir o Cristo Cabeça e Pastor, não levados pela ambição de bens materiais, mas apenas pelo amor aos irmãos e irmãs?

Os presbíteros: Quero.


Ⓔ O Bispo depõe o báculo e a mitra. Se estiver sentado, levanta-se.


Em seguida, voltando-se para a assembleia, o Bispo prossegue:

Pres.: E vós, caríssimos filhos e filhas, rezai pelos vossos presbíteros, para que o Senhor derrame copiosamente sobre eles os seus dons, e, como fiéis ministros do Cristo, Sumo Sacerdote, vos conduzam àquele que é a fonte da salvação.

℟.: Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.


Pres.: Orai também por mim, para que eu seja fiel à missão apostólica confiada à minha fraqueza e me torne entre vós imagem viva e cada dia mais perfeita do Cristo Sacerdote, Bom Pastor, Mestre e Servo de todos.

℟.: Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.


Pres.: Deus nos guarde a todos em seu amor, e nos conduza, todos juntos, pastores e ovelhas, à vida eterna.

℟.: Amém.


Ⓔ O Bispo recebe a mitra.


                       RITO DA BÊNÇÃO


A Missa do Crisma é sempre concelebrada. Convém que, entre os presbíteros que a concelebram com o Bispo e são seus representantes e cooperadores no ministério do santo Crisma, encontrem-se sacerdotes das várias regiões da diocese.


A preparação do Bispo dos concelebrantes e dos outros ministros, sua entrada na igreja e todos os ritos desde o início da Missa até o fim da liturgia da Palavra, realizam-se como está indicado no rito de concelebração.


Os diáconos que tomam parte da bênção dos óleos precedem os presbíteros concelebrantes na procissão de entrada.


Os diáconos e ministros designados para levar os óleos ou, na falta deles, alguns presbíteros e ministros, e os fiéis que vão levar o pão, o vinho e a água, dirigem-se em ordem à sacristia ou ao lugar onde os óleos e as outras oferendas foram preparados. Voltam ao altar na seguinte ordem: primeiro, o ministro que leva o vaso com perfumes se o próprio Bispo quiser confeccionar o Crisma; em seguida, um ministro com o vaso de óleo dos catecúmenos; outro com o vaso do óleo dos enfermos; por fim, o óleo para o Crisma, levado por um diácono ou presbítero. Seguem-se, ainda, os ministros que levam o pão, o vinho e a água para a celebração da Eucaristia.


                                        HINO

                          (Acolhei, ó Redentor)


Enquanto a procissão caminha pela igreja, o coro, ao qual todos respondem, canta o hino Acolhei, ó Redentor ou outro canto apropriado, em vez do canto da preparação das ofrendas.


ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

O ÓLEO A SER CONSAGRADO DESCEU DO TRONO FECUNDO; POR NÓS VAI SER OFERTADO A QUEM SALVOU ESTE MUNDO! 

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

QUEM NA FRAQUEZA SE ABISMA, SEJA EM VIGOR RESTAURADO GRAÇAS À UNÇÃO DESTE CRISMA QUE O FAZ DO CRISTO SOLDADO. 

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

QUEM, NO BATISMO LAVADO, A FRONTE AO CRISMA OFERECE, JÁ PELA GRAÇA HABITADO, COM SETE DONS SE ENRIQUECE. 

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

DO PAI À VIRGEM DESCIDO, DE NOVO AO PAI REGRESSAIS, E O AMIGO, ENTÃO PROMETIDO, ÀS NOSSAS ALMAS MANDAIS. 

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

SEJA FESTIVO ESTE DIA, DELE SE FAÇA MEMÓRIA: ÓLEO DE SANTA ALEGRIA, JÁ NOS PROMETE A VITÓRIA! 

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!


Chegando ao altar ou à cadeira, o Bispo recebe as oferendas. 


O diácono que leva o vaso para o Santo Crisma apresenta-se ao Bispo, dizendo em voz alta: 

℣.: — Eis o óleo para o Santo Crisma. 


O Bispo recebe o óleo e entrega-o a um dos diáconos ajudantes, que o coloca sobre a mesa preparada.


Fazem o mesmo os que levam os vasos dos óleos dos enfermos e dos catecúmenos. O primeiro diz: 

℣.: — Eis o óleo dos enfermos.


E o outro: 

℣.: — Eis o óleo dos catecúmenos. 


O Bispo os recebe e os ministros os colocam sobre a mesa.


Ⓑ Por fim, o Bispo recebe o pão, o vinho e a água para a celebração da Eucaristia.


Ⓔ O Bispo depõe a mitra.

 

         BÊNÇÃO DO ÓLEO DOS ENFERMOS


Concluída a procissão dos óleos e das oferendas, o Bispo e os concelebrantes aproximam-se da mesa onde se fará a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos e a consagração do crisma, dizendo a oração:

Pres.: Ó Deus, Pai de toda consolação, que pelo vosso Filho quisestes curar os males dos enfermos, atendei à oração de nossa fé: enviai do céu o vosso Espírito Santo Paráclito sobre este óleo generoso, que por vossa bondade a oliveira nos fornece para alívio do corpo, a fim de que pela vossa santa + bênção seja para todos que com ele forem ungidos proteção do corpo, da alma e do espírito, libertando-os de toda dor, toda fraqueza e enfermidade. Dignai-vos abençoar para nós, ó Pai, o vosso óleo santo, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Que convosco vive e reina pelos séculos dos séculos. 

℟.: Amém.

  

    BÊNÇÃO DO ÓLEO DOS CATECÚMENOS


O Bispo, cercado pelos presbíteros concelebrantes em forma de coroa, enquanto os outros ministros permanecem atrás, procede, se for o caso, à bênção do óleo dos catecúmenos e em seguida à consagração do crisma.

 

O Bispo, de pé e voltado para o povo, diz de braços abertos a seguinte oração:

Pres.: Ó Deus, força e proteção de vosso povo, que fizestes do óleo, vossa criatura, um sinal de fortaleza: dignai-vos abençoar + este óleo, e concedei o dom da força aos catecúmenos que com ele forem ungidos; para que, recebendo a sabedoria e virtude divinas, compreendam mais profundamente o Evangelho do vosso Cristo, sejam generosos no cumprimento dos deveres cristãos e, dignos da adoção filial, alegrem-se por terem renascido e viverem em vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

℟.: Amém.


                CONSAGRAÇÃO DO CRISMA


O Bispo derrama os perfumes no óleo e confecciona o Crisma em silêncio, a não ser que já tenha sido preparado. 


Ⓔ Se for confeccionar o Crisma, o faz de mitra, mas a depõe logo antes de iniciar o convite:

 

Em seguida, convida a assembleia a orar, dizendo:

Pres.: Meus irmãos e minhas irmãs, roguemos a Deus Pai todo–poderoso que abençoe e santifique este Crisma para que recebam uma unção interior e tornem-se dignos da divina redenção os que forem ungidos em suas frontes.

 

O Bispo, se for oportuno, sopra sobre o vaso do crisma e diz, de braços abertos, a oração de consagração:

Pres.: Ó Deus, autor dos sacramentos e dispensador da vida, damos graças à inefável bondade, pois prefigurastes na antiga aliança o mistério do óleo santificador, e, ao chegar a plenitude dos tempos, quisestes manifestá-lo de modo especial em vosso Filho amado. Pois, quando o vosso Filho, Senhor nosso, salvou os homens pelo mistério pascal, encheu o Espírito Santo a vossa Igreja e enriqueceu-a maravilhosamente de dons celestes, para que por meio dela se completasse no mundo a obra da salvação. Por este sagrado mistério do Crisma, distribuís aos homens as riquezas da vossa graça, a fim de que vossos filhos e filhas, renascidos da água do Batismo sejam confirmados pela unção do Espírito e, semelhantes então ao vosso Cristo, participem de sua missão de profeta, sacerdote e rei.

 

Todos os concelebrantes estendem a mão direita em direção ao crisma até o fim da oração, em silêncio.

Pres.: Por isso, nós vos pedimos, ó Pai, que pelo poder da vossa graça esta mistura de perfume e óleo seja para nós um sinal da vossa + bênção. Derramai profusamente em nossos irmãos e irmãs, que receberem esta unção, os dons do Espírito Santo. Fazei resplandecer de santidade os lugares e as coisas ungidos com este óleo sagrado. Fazei sobretudo que vossa Igreja cresça pelo ministério deste óleo, até atingir a medida de plenitude em que, no fulgor da luz eterna, sereis tudo para todos, com o Cristo, no Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.

℟.: Amém.

 

                   LITURGIA EUCARÍSTICA


PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS

(Como irei retribuir ao meu Senhor)


Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.


COMO IREI RETRIBUIR A MEU SENHOR, POR TODO BEM, POR TODA GRAÇA QUE ME FEZ?ERGO O CÁLICE DE DEUS, SACRIFÍCIO EM SEU LOUVOR, E AGRADEÇO MAIS UMA VEZ! 

COMO RETRIBUIREI AO SENHOR POR O BEM QUE ME FEZ? ERGUEREI O CÁLICE DA SALVAÇÃO, INVOCANDO O NOME DO SENHOR!

COMO IREI RETRIBUIR A MEU SENHOR, POR TODO BEM, POR TODA GRAÇA QUE ME FEZ?ERGO O CÁLICE DE DEUS, SACRIFÍCIO EM SEU LOUVOR, E AGRADEÇO MAIS UMA VEZ!

 CUMPRIREI MEUS VOTOS AO SENHOR NA PRESENÇA DE TODO O SEU POVO! PRECIOSA É AOS OLHOS DO SENHOR A MORTE DOS SEUS AMIGOS!

COMO IREI RETRIBUIR A MEU SENHOR, POR TODO BEM, POR TODA GRAÇA QUE ME FEZ?ERGO O CÁLICE DE DEUS, SACRIFÍCIO EM SEU LOUVOR, E AGRADEÇO MAIS UMA VEZ!


Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.


O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração. Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.


O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.


Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração: depois, coloca o cálice sobre o corporal.


Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio.


E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.


Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio a oração.


CONVITE À ORAÇÃO


Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:

Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.


ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS


Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas;

Pres.: — Nós vos pedimos, Senhor de bondade, que a força deste sacrifício apague a nossa antiga culpa, renove nossa vida e nos traga a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

℟.: — Amém.


PREFÁCIO

(O sacerdócio de Cristo e o ministério dos sacerdotes)


Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:

Pres.: — Dominum vosbiscum.

℟.: — et cum Spiritu tuo.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:

Pres.: — Sursum Corda.

℟.: — Habemus ad Dominum.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:

Pres.: Gratias agamus Domino Deo nostro.

℟.: Dignum et iustum est.

O sacerdote, de braços abertos, reza ou canta o Prefácio.

Pres.: — Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Pela unção do Espírito Santo, constituístes vosso Filho Unigênito Pontífice da nova e eterna aliança, e estabelecestes em vosso inefável desígnio que seu único sacerdócio se perpetuasse na Igreja. Por isso, vosso Filho, Jesus Cristo, não somente enriquece a Igreja com um sacerdócio real, mas também, com bondade fraterna, escolhe homens que, pela imposição das mãos, participem do seu ministério sagrado. Em nome de Cristo, renovam o sacrifício da redenção humana, servindo aos fiéis o banquete da Páscoa, precedem o povo na caridade, alimentam-no com a palavra e o restauram com os sacramentos. Dando a vida por vós e pela salvação dos irmãos, procurem assemelhar-se à imagem do próprio Cristo, e testemunhem constantes, diante de vós, a fé e o amor. Por isso, Senhor, com os anjos e todos os santos vos exaltamos, cantando jubilosos a uma só voz:


SANTO

(Santo - Adolfo Temme)

SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR, DEUS DO UNIVERSO! O CÉU E A TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA.HOSANA NAS ALTURAS! BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR,EM NOME DO SENHOR! HOSANA NAS ALTURAS! HOSANA NAS ALTURAS!


 ORAÇÃO EUCARÍSTICA I

OU CÂNON ROMANO


O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres.: Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, suplicantes, vos rogamos e pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,

une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:

que aceiteis e abençoeis estes dons, estas oferendas, este sacrifício puro e santo,

de braços abertos, prossegue:

que oferecemos, antes de tudo, pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra, em comunhão com vosso servo o Papa Inocêncio, o nosso (arce)Bispo N.*, e todos os que guardam a fé católica que receberam dos Apóstolos.

A assembleia aclama:

℟.: Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!

(*) Aqui pode-se fazer menção dos Bispos Coadjutores ou Auxiliares, conforme vem indicado na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 149.


Momento dos vivos

1C: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N.

une as mãos e reza em silêncio por aqueles que quer recordar.

De braços abertos, prossegue:

e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fé e a dedicação ao vosso serviço. Por eles nós vos oferecemos e também eles vos oferecem este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces, Deus eterno, vivo e verdadeiro, para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.

A assembleia aclama:

℟.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!


"infra actionem"

2c:Em comunhão com toda a Igreja, celebramos em primeiro lugar a memória da Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, a gloriosa sempre Virgem Maria, a de seu esposo São José, e também a dos Santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, (Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião) e a de todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. (Por Cristo, nosso Senhor. Amém.)

A assembleia aclama:

℟.: Em comunhão com vossos Santos vos louvamos!

O sacerdote, com os braços abertos, continua:

Pres.: Aceitai, ó Pai, com bondade, a oblação dos vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos.

Une as mãos.

(Por Cristo, nosso Senhor. Amém).


Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz:

Pres.: Dignai-vos, ó Pai, aceitar, abençoar e santificar estas oferendas; recebei-as como sacrifício espiritual perfeito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de vosso amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.

Une as mãos.

A assembleia aclama:

℟.: Enviai o vosso Espírito Santo!

O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Pres.: Na véspera de sua paixão,

toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:

ele tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos, 

eleva os olhos,

elevou os olhos ao céu, a vós, ó Pai todo-poderoso, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu o pão e o deu a seus discípulos.

inclina-se levemente

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.

Então prossegue:

Pres.: Do mesmo modo, no fim da ceia,

toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossege:

ele tomou este precioso cálice em suas santas e veneráveis mãos, pronunciou novamente a bênção de ação de graças e o deu a seus discípulos.

inclina-se levemente

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.


Em seguida, diz:

Pres.: Mistério da fé!

A assembleia aclama:

℟.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!


O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres.: Celebrando, pois, a memória da bem-aventurada paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício puro, santo e imaculado, Pão santo da vida eterna e Cálice da perpétua salvação. Recebei, ó Pai, com olhar benigno, esta oferta, como recebestes os dons do justo Abel, o sacrifício de nosso patriarca Abraão e a oblação pura e santa do sumo sacerdote Melquisedeque.

A assembleia aclama:

℟.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

 

Une as mãos e, inclinando-se, diz:

Pres.: Suplicantes, vos pedimos, ó Deus onipotente, que esta nossa oferenda seja levada à vossa presença, no altar do céu, pelas mãos do vosso santo Anjo, para que todos nós, participando deste altar pela comunhão do santíssimo Corpo e Sangue do vosso Filho,

ergue-se e faz sobre si o sinal da cruz, dizendo:

sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu.

Une as mãos.

(Por Cristo, nosso Senhor. Amém).

A assembleia aclama:

℟.: O Espírito nos una num só corpo!


Momento Dos Mortos.

De braços abertos, diz:

3C: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N. que nos precederam com o sinal da fé e dormem o sono da paz.

Une as mãos e, em silêncio, reza brevemente pelos defuntos que deseja recordar.

De braços abertos, prossegue:

A eles, e a todos os que descansam no Cristo, concedei o repouso, a luz e a paz.

Une as mãos.

(Por Cristo, Nosso Senhor. Amém).

A assembleia aclama:

℟.: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!


Bate no peito, dizendo:

4C: E a todos nós pecadores,

e, de braços abertos, prossegue:

que esperamos na vossa infinita misericórdia, concedei, não phor nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, (Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro, Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia) e de todos os vossos Santos.

Une as mãos.

Por Cristo, nosso Senhor.

E prossegue:

Por ele não cessais de criar, santificar, vivificar, abençoar estes bens e distribuí-los entre nós. 


(DOXOLOGIA)


Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:

Pres.: — Per ipsum, et chuhm ipso, et in ipso, est tibi Deo Patri omnipotenti, in unitate Spiritus Sancti, omnis honor et gloria per omnia sǽcula sæculorum.

℟.: — Amém. Amém. Amém.


ORAÇÃO DO SENHOR


Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:

Pres.: — Praecéptis salutáribus móniti, et divína institutióne formáti, audémus dícere:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:

℟.: Pater noster, qui es in caelis: sanctificétur nomen tuum; advéniat regnum tuum; fiat volúntas tua, sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum cotidiánum da nobis hódie; et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris; et ne nos indúcas in tentatiónem; sed líbera nos a malo.


O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:

Pres.: — Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.

O sacerdote une as mãos. 

℟.: — Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!


O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:

Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.

O sacerdote une as mãos e conclui:

Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

℟.: Amém.


O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:

Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

℟.: O amor de Cristo nos uniu.


SAUDAÇÃO DA PAZ


Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:

℣.: Como filhos e filhas do Deus da paz, saudai-vos com um gesto de comunhão fraterna.

E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e a outros ministros.

 

FRAÇÃO DO PÃO

(Cordeiro - Angelo La Serra)


Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio.


Enquanto isso, canta-se:

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,

TENDE PIEDADE, TENDE PIEDADE,TENDE PIEDADE, PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,

TENDE PIEDADE, TENDE PIEDADE,TENDE PIEDADE, PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,

DAI-NOS A PAZ, DAI-NOS A PAZ, DAI-NOS A PAZ, SENHOR, A VOSSA PAZ.


Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio.


O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:

Pres.: — Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

℟.: — Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.


O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio; e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.


Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:

℣.: O Corpo de Cristo.

O que vai comungar responde:

℟.: Amém.

E comunga.


Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.



MERGULHADOS NO TEU MISTÉRIO CELEBRAMOS A TUA MEMÓRIA

NA ASSEMBLEIA DOS REDIMIDOS: SALVAÇÃO QUE SE FAZ AGORA! Ó JESUS, NÓS SOMOS TEUS AMIGOS, NÃO NOS CHAMAS MAIS DE SERVOS TEUS. AOS AMIGOS DÁS A CONHECER OS SEGREDOS QUE O PAI REVELOU.

Ó JESUS, SOMOS TODOS IRMÃOS, TEUS AMIGOS, NUM SÓ CORAÇÃO!

RECEBESTE AS NOSSAS VIDAS EM SINAL DE TOTAL ENTREGA. FOSTE TU QUE NOS ESCOLHESTE; TUA VONTADE, HOJE, NOS REVELAS. Ó JESUS, NÓS SOMOS TEUS AMIGOS, NÃO NOS CHAMAS MAIS DE SERVOS TEUS. AOS AMIGOS DÁS A CONHECER OS SEGREDOS QUE O PAI REVELOU.

Ó JESUS, SOMOS TODOS IRMÃOS, TEUS AMIGOS, NUM SÓ CORAÇÃO!

ÉS DO PAI O MENSAGEIRO, QUE O REINO A NÓS ANUNCIA.INGRESSAMOS PELO BATISMO NO FESTIM AO QUAL NOS CONVIDAS. Ó JESUS, NÓS SOMOS TEUS AMIGOS, NÃO NOS CHAMAS MAIS DE SERVOS TEUS. AOS AMIGOS DÁS A CONHECER OS SEGREDOS QUE O PAI REVELOU.

Ó JESUS, SOMOS TODOS IRMÃOS, TEUS AMIGOS, NUM SÓ CORAÇÃO!


Distribuída a comunhão, a reserva eucarística para a comunhão do dia seguinte é deixada sobre o altar. O sacerdote, junto à cadeira, conclui a Missa com a oração depois da comunhão.


Ⓔ O Bispo não retoma o solidéu.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO


Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:

Pres.: — Oremos.

Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração:

— Nós vos suplicamos, Deus todo-poderoso, que renovados pelos vossos sacramentos, possamos nos tornar o bom odor de Cristo. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

℟.: — Amém.


RITOS FINAIS


Bênção Final


Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.


Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:

Pres.: —  Dominus vobiscum.

℟.: — Et cum Spiritu tuo


Pres.: — Bendito seja o nome do Senhor.

℟.: — Agora e para sempre.


Pres.: — Nossa proteção está no nome do Senhor.

℟.: — Que fez o céu e a terra.


Pres.: — Benedicat Dei omnipotens Pater + Filius + Spiritus Sanctus + descenda super vos et mania semper

℟.: — Amém.

Para despedir o povo, o diácono, ou, na sua ausência, o próprio sacerdote canta ou diz:

℣.: A alegria do Senhor seja a vossa força; ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

℟.: Graças a Deus!


Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.


ⒷApós a bênção final da Missa, o Bispo impõe o incenso e organiza-se a procissão para a sacristia.

 

HINO

(Acolhei, ó Redentor)


Ós óleos sagrados são conduzidos por seus respectivos ministros logo depois da cruz. Durante a procissão o coro e o povo cantam alguns versos do hino Acolhei, ó Redentor ou outro canto apropriado.

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

QUEM, NO BATISMO LAVADO, A FRONTE AO CRISMA OFERECE, JÁ PELA GRAÇA HABITADO, COM SETE DONS SE ENRIQUECE.

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

DO PAI À VIRGEM DESCIDO, DE NOVO AO PAI REGRESSAIS,E O AMIGO, ENTÃO PROMETIDO, ÀS NOSSAS ALMAS MANDAIS.

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

SEJA FESTIVO ESTE DIA, DELE SE FAÇA MEMÓRIA: ÓLEO DE SANTA ALEGRIA JÁ NOS PROMETE A VITÓRIA! 

ACOLHEI, Ó REDENTOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR, NOSSOS HINOS DE LOUVOR!

LIVRETO CELEBRATIVO SEGUNDA-FEIRA DA 10° SEMANA DO TEMPO COMUM

LIVRETO CELEBRATIVO SEGUNDA-FEIRA DA 10° SEMANA DO TEMPO COMUM 08 .06.2026 RITOS INICIAIS CANTO DE ENTRADA Reunido o povo, o sacerdote dirig...